quinta-feira, 16 de maio de 2013

Livros, cultura e diversão ao ar livre - 2º Picnic LIterário - RJ

No próximo final de semana, acontecerá o 2º Picnic Literário, na praça em frente à Biblioteca Parque de Manguinhos, Zona Norte do Rio.

As crianças passarão uma tarde com livros, contação de histórias, música e oficina de máscaras, tudo ao ar livre. O evento é organizado pelo Movimento Bibliotecas Livres e pelo Coletivo Integração de Artistas de Benfica.

Haverá, ainda distribuição gratuita de livros às crianças. Para isso, os organizadores estão recolhendo, até domingo pela manhã, doações de livros infantis. Se você mora no Rio e pode ajudar, contacte a Gisele Andrade.

2º Picnic Literário

Domingo, 19/05/2013 (15:00 às 19:00)
Local: Praça em frente à Biblioteca Parque de Manguinhos
Avenida Dom Hélder Câmara, 1.184 - Benfica - Rio de Janeiro

Realização: CIAB – Coletivo Integrado de Artistas de Benfica e Movimento Bibliotecas Livres
Parceria: Biblioteca Parque de Manguinhos, Projeto Cais/Fiocruz e Projeto Lendo, Vivendo e Aprendendo

Por Cris Guimarães

Foto do evento

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Semana dos pequenos leitores - Dia do Livro Infantil e BookCrossing



Essa semana é especial para os pequenos leitores. Hoje, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil A data foi instituída em 2002 e, desde então, os pequenos têm, merecidamente, seu dia especial. 

Considerado o maior autor brasileiro dedicado às crianças, Lobato criou histórias mágicas e que resistem ao tempo, numa mistura de folclore, mitologia e cultura popular.

É de pequeno que se forma um leitor que será, futuramente, um formador de opinião. A leitura enriquece o vocabulário, estimula a criatividade através da imaginação, amplia o conhecimento e ainda diverte. Sim, porque ler tem que ser, primeiramente, divertido! Que a data sirva de estímulo para que cada vez mais crianças leiam e se deleitem com histórias que levarão para sempre em suas vidas.

Ainda nessa mesma semana, desde o dia 16/04, está acontecendo o 6º BookCrossing Blogueiro, inciativa que ocorre duas vezes ao ano, quando livros são libertados e vão para as mãos de outras pessoas, disseminando cultura, informação e o prazer da leitura. E, com os pequenos, dá para caprichar mais. Podemos estimulá-los a trocar livros com amiguinhos, "esquecer" em pracinhas, com dedicatórias carinhosas ou mesmo entregar em mãos, aleatoriamente, a uma criança que passe na rua. As opções são muitas e todas válidas. De quebra, aprendem a exercitar o desapego e a generosidade.



Coloquemos então mãos à obra, participando com eles desses momentos! :)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Leitura significativa: relacionando significados

Realizar uma leitura, mais do que passarmos nossos olhos sobre palavras e textos, é construir um novo universo através daquilo que conseguimos enxergar além do que é visível. Complicado? Nem tanto! Vou explicar!

Ler é conseguir transformar palavras em objetos nos quais conseguimos referência para aquilo que podemos entender como conhecidos, possíveis de serem relacionados com algo que nos é familiar, ou faz sentido.

Ler é trazer para nosso mundo individual pedacinhos de mundo visto pelas demais pessoas, mas que para nós mesmos, em nosso universo particular, tornam-se uma outra atmosfera, outro espaço de conhecimento/assimilação.

Assim, em minhas memórias de leituras infanto-juvenis, trago o livro Pollyanna (Eleanor H. Porter). Foi uma história que marcou muito minha vida, houve identificação pelo fato de ser ela uma menina e trazer uma proposta de filosofia de vida simples e importante: o Jogo do Contente. Não era um jogo, estruturado ou de videogame, longe disso! Mas um jogo com o pensamento: ver sempre o lado positivo das coisas, dos fatos e não ater-se ao lado ruim, desesperançador. A menina diante de adversidades da vida, arranjou em si, uma maneira de viver feliz, lidando com situações difíceis, mas com uma perspectiva otimista, positiva mesmo.

Dia desses, conversando com minha filha, comentei sobre o livro, seus propósitos e mensagens. Minha menina está com seis anos, ainda uma leitora iniciante. Considero o momento dela adequado para livros com volume pequeno de texto escrito - tendo em vista o processo de compreensão e o próprio esforço necessário para acompanhar longas histórias, fato que ela cansaria cedo e não obteria o melhor proveito de uma leitura extensa. Bem, por estes motivos, ainda não aproximei-a do livro Pollyanna, mas percebi que ela ficou interessada e aparentemente havia gostado do que escutou sobre o mesmo.




Nesta semana, para minha surpresa, a filha relatou que em aula (na escola) havia trabalhado com um livro chamado: Orelhas de Mariposa ( Luisa Aguiar e André  Neves, Callis, 2008). Comentou comigo que a história estava relacionada com bullying, mas a Mara (personagem do livro) fazia o jogo do contente da Pollyanna.




Conversamos sobre ambas as obras referidas e fui então, reler o Orelhas de Mariposa com ela, questionando a interpretação que ela dera.

Por estas razões que descrevi bem no início deste texto, e por estas situações apresentadas é que sinto orgulho imenso em trazer para meus filhos um pouco de minha experiência como leitura infantil, infanto-juvenil e então agora adulta, poder reviver este passeio literário através dos livros da infância deles.

É importante podermos ir e voltar no tempo através dos livros e com eles transitarmos nestes universos: sejam os construídos por uma criança que lê um tempo passado(mas sempre presente e futuro), seja por um adulto que nos braços do presente, evoca um passado de viagem literária. E acena para que mais uma vez, um novo espaço seja aberto, novos universos sejam lidos e significados, sempre pelas possibilidades que cada leitor tem de imprimir em suas leituras, suas capacidades de relacioná-las com mais e novos conhecimentos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Livros brasileiros indicados pela FNLIJ para integrar o Catálogo deBolonha 2013

Recebi hoje um aviso contando dos sete livros da Editora Peirópolis selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para integrar o Catálogo de Bolonha 2013 (Bologna Children`s Book Fair), que vai circular durante a 50ª Feira de Livros Infantis da Bolonha, maior evento internacional de literatuta infantojuvenil, que acontece entre os dias 25 e 28 de março, em Bologna, na Itália.

O pequeno livro (Marcelo Cipis), na categoria Ficção para crianças; Labirintos: parques nacionais (Nurit Bensusan) e Quanto dura um rinoceronte? (Nurit Bensusan), na categoria Não-Ficção; Viagem às terras de Portugal (José Santos), na categoria Poesia; e as obras Contos da Floresta (Yaguarê Yamã), Curupira: o guardião da floresta (Marlene Crespo) e A origem do beija-flor (Yaguarê Yamã), na categoria Reconto.

“Integrar o Catálogo de Bologna, que apresenta ao mundo o melhor da produção brasileira para crianças e jovens, coroa o trabalho de toda uma equipe de profissionais. Na edição de 2013, foram analisadas 910 obras, e selecionadas apenas 181 delas. Importante para nós entender que essa seleção de obras representa, de certa forma, um retrato da cultura brasileira e uma ideia de infância.”, comenta a diretora da editora, Renata Borges.

A Editora Peirópolis teve outras obras selecionadas para integrar o catálogo dos últimos anos, como Árvores do Brasil: cada poema no seu galho (Lalau), em 2012; Belezura marinha (Lalau), em 2011; Amigagem (Renata Farhat Borges e Silvia Amstalden), em 2010; Branca-Flor e outros contos (Ana de Castro Osório), em 2009 e; As fabulosas fábulas de Iauaretê (Kaká Werá Jecupé), em 2008.

Criada em 1994, a Editora Peirópolis tem como missão contribuir para a construção de um mundo mais solidário, justo e harmônico, publicando literatura que ofereça novas perspectivas para a compreensão do ser humano e do seu papel no planeta. Suas linhas editoriais oferecem formas renovadas de trabalhar temas como ética, cidadania, pluralidade cultural, desenvolvimento social, ecologia e meio ambiente – por meio de uma visão transdisciplinar e integrada. Além disso, é pioneira em coleções dedicadas à literatura indígena, à mitologia africana e ao folclore brasileiro. A editora está afinada com os propósitos do terceiro setor, participando ativamente do crescente movimento de sua profissionalização. Para saber mais sobre a Peirópolis, acesse www.editorapeiropolis.com.br

Como tornar crianças em bons leitores


Via
Muitos pais se queixam  da luta que é fazer com que os filhos leiam. As alternativas à leitura são variadas, mas sobretudo os computadores, televisão e consolas, são os responsáveis por esse afastamento dos livros.

Quem não compreende este cenário que atire a primeira pedra! Os meus filhos foram incentivados desde pequeninos a ler, no entanto, têm tido algumas fases em que os livros são a última das opções. E mesmo assim, com muita pressão da nossa ( pais ) parte!

No verão, o filho de uma amiga dizia-me que não tinha vontade de ler, ao que eu lhe sugeri, os livros preferidos do meu filho, na altura: "Diário de um banana". Como estávamos numa Livraria, ele pegou num e leu algumas linhas. Conclusão, pelo Natal pediu de presente a colecção aos pais!

Parece-me que é algo cíclico, e por conseguinte, já tinha chegado à  conclusão que desde que voltem aos livros, ao fim de algum tempo, não está tudo perdido! Contudo, talvez estas fases intermitentes de não-leitura possam ser eliminadas, ou pelo menos encurtadas, se conseguirmos arranjar propostas de leitura que interessem às crianças.
Neste Natal, o Duarte recebeu de presente vários livros do Álvaro Magalhães, e apesar de eu não ter ficado propriamente optimista ao observar aqueles  livros ( por terem demasiadas ilustrações ), o Duarte pegou neles, voluntariamente, e leu-os de um só fôlego. De seguida, pegou noutros livros que estavam na estante, ainda novinhos em folha, desde o seu aniversário   ( em abril! ) e continuou com a leitura!

Ele próprio comentou, por várias vezes, que os livros do Álvaro Magalhães lhe despertaram o apetite pela leitura. E me pressionou para que saíssemos para comprar mais livros.

Eu realmente acredito que o melhor exemplo é aquele que nós, pais,  damos; dizer uma coisa e fazer outra, não funciona. No entanto, também não podemos ignorar a personalidade e outras distracções (ou tentações!) dos nossos filhos. Apesar dos meus filhos me conhecerem como leitora inveterada eu não consegui despertar neles esse amor incondicional pelos livros. Ainda.

Porque estamos a fazer progressos; e esta nova descoberta atesta que o caminho para esse amor aos livros também se faz com certos e determinados livros. Aqueles que os conseguem agarrar!

Agora vamos lá descobrir quais. Sugiro uma incursão pela Biblioteca e Livrarias; pegue em vários livros, escolhendo-os com as crianças, e sentem-se tranquilamente, a folhear e mesmo a ler algumas páginas. Veja que tipo de livro é do interesse das crianças, e aposte neles.

Depois disso, nunca deixe que lhes faltem livros!

Até breve.

Fernanda Sampaio
Blog: Mãe... e muito mais

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Um pouquinho da minha história com a leitura

A leitura sempre esteve companheira em minha vida. Sempre fui curiosa e desde que o código escrito passou a ser algo de que eu pudesse me apropriar através de meus olhos, eu leio tudo. Quando ainda aluna da antiga segunda série do Ensino Fundamental, de uma escola Pública em Porto Alegre/RS, eu tinha verdadeira paixão por pegar emprestados livros de literatura infantil. Lia-os com voracidade, ficava extremamente realizada em ver preenchidas as fichas de empréstimo. A minha satisfação era tanta que eu amava ler cada vez mais para mostrar para mim mesma o quanto havia lido e como podia ler mais e mais obras.

Este gosto pela leitura veio a contribuir para uma escrita também mais organizada, mais caprichada. Eu passei a querer fazer pequenas redações de cada pequeno texto que me fosse proposto. Por vezes até penso que exagerava, queria expressar tanto em tão pouco espaço, mas meus pensamentos floresciam, minha imaginação era quem pedia pra ser representada através de letras.

O tempo foi passando, a minha capacidade de compreensão literária foi aumentando, se tornando mais rica e eu segui apaixonada por livros. Meus acessos à biblioteca das escolas onde estudei foram sempre muito  frequentes. Eu apreciava tanto uma leitura no espaço físico de uma biblioteca, quanto o processo de poder levar para casa um pedacinho daquele cantinho que eu adorava visitar.

Guardei poucos exemplares dos que ganhei em minha infância. O que eu mais tenho carinho, ganhei em 1981 de presente de uma amiga: "A vida do elefante Basílio- Érico Veríssimo". Há outras obras que lembro,adorava quando criança, e seguiram clássicas até os dias de hoje como o "Flicts - Ziraldo".

Durante a faculdade, conheci bastante obras e autores do universo literário infantil e infanto-juvenil. Pude reencontrar leituras, familiarizar com histórias e agora com o olhar mais pedagógico, compreender como funciona o processo de construção de leitura e sua relação com esta atmosfera do imaginário quando se lê.

Posso afirmar com muita convicção de que a leitura sim fez parte, e até hoje segue fazendo, de minha vida e que realmente trouxe inúmeras maravilhas para o meu conhecimento, minha comunicação, minhas escolhas, a minha formação como um todo. 

Assim, espero poder passar para minha filha e filhos todo o meu gosto pelas letras, pela magia da literatura e o inexplicável senso de poder que adquirimos ao apropriarmo-nos de nosso próprio saber! Definitivamente, eu acredito na leitura como o mais precioso dos passaportes para tudo o que se deseja na vida!








quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Domingueiras de história - Contação de Histórias da Associação Viva eDeixe Viver



Para entreter, curar, dormir ou se emocionar, todo mundo gosta de uma boa história. Contada por profissionais no assunto fica ainda melhor. Nas Domingueiras de Histórias, projeto do Centro de Contação de Histórias da Associação Viva e Deixe Viver, crianças e adultos se divertem em oficina com especialistas na arte de contar histórias, capazes de fazer o público se sentir parte das fábulas.

O objetivo é estimular a cultura e o hábito da leitura, envolvendo as crianças em um universo que mistura fantasia e realidade.

No mês de fevereiro o encontro acontece no dia 24 e o tema será o Lobo Mau. Valdir Cimino, Presidente da Associação Viva e Deixe Viver, interpretará a história “A Fome do Lobo” enquanto “O Mega Plano do Lobo Mau” fica a cargo da pedagoga e contadora de histórias Adriana Felicissímo. Neste dia também haverá distribuição de livros para as crianças participantes.

As domingueiras acontecem uma vez ao mês sempre na sede do Viva, das 10h30 às 12h. A atividade é gratuita. Acompanhe a programação no site www.vivaedeixeviver.org.br.

Serviço
O quê? Domingueira de histórias
Quando? Dia 24 de fevereiro, das 10 às 14h
Onde? Sede do Viva e Deixe Viver. Rua Fortunato, 140 – Santa Cecília – São Paulo
Informações: (11) 3081-6343 ou cursos@vivaedeixeviver.org.br

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver - www.vivaedeixeviver.org.br - Fundada em 1997, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que conta com o apoio de voluntários que se dedicam a contar histórias para crianças e adolescentes hospitalizados, visando transformar a internação hospitalar num momento mais alegre, agradável e terapêutico, além de contribuir para a humanização da saúde, causa da entidade. Hoje, além dos 1.104 contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 77 hospitais em todo o Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas Mahle Metal Leve, Pfizer, Mattos Filho Veiga Filho Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

Domingueiras de história - Contação de Histórias da Associação Viva eDeixe Viver


Domingueiras de história - Contação de Histórias da Associação Viva eDeixe Viver

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia Internacional da Doação de Livro Infantil (por @samegui)

Dia de incentivar a leitura em casa e fora dela.
Basta deixar/dar um livro infantil com uma dedicatória: após ler, deixe-o em local público. 
E que tal, em casa, ler livros com suas crianças hoje, com muito carinho e quem sabe escolherem juntos um que podem doar nos próximos dias?
;-)
P.S. O espaço da leitura do Parque da Água Branca, que indicamos no vídeo abaixo incorporado, promove trocas de livros todos os sábados pela manhã. Se você não sabe onde doar, pode passar lá num final de semana e se divertir, conhecer gente nova e estimular a formação de novos leitores. O Espaço de Leitura do Parque da Água Branca (Rua Ministro Godói, 180 – Perdizes), funciona de terça a domingo, das 9h às 18h.

Coleção Itaú Criança agora tem aplicativo interativo (por @alinekelly)

Quem nunca fez caras e bocas ao ler um livro para uma criança?

Contar histórias não pode se resumir a simplesmente ler o texto do livro. Precisa ser uma experiência lúdica e divertida para prender a atenção da garotada.

Aplicativo mobile lançado pelo Itaú Criança dá uma força para tornar esta tarefa ainda mais divertida.



O aplicativo disponível para Android e iOS,  trás sons, ilustrações, animações e máscaras relacionadas as histórias da coleção. Uma força e tanto para a diversão da criançada e nossa também ;)


Curtiu? Aproveite e confira as dicas da @MaeBiVolt  sobre a Engenhoca de Sons do aplicativo, tem cada um ótimo, diversão na certa. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quando começar a alfabetização?

Inserir todas as crianças de seis anos em um ambiente alfabetizador foi um dos principais objetivos da aprovação do Ensino Fundamental de 9 anos, em fevereiro de 2006. A medida beneficiou crianças que não tinham acesso à Educação Infantil, ficando, muitas vezes, completamente distantes da cultura escrita - o que poderia representar um obstáculo para a sua experiência futura de alfabetização.

Apesar de a medida ser um passo importante, Telma Weisz, criadora do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), do Ministério da Educação, acredita que ainda há muito a aprimorar na questão da alfabetização, sobretudo porque a tarefa não é apenas dos professores das séries iniciais. "Estamos sempre nos alfabetizando, a cada novo tipo de texto com o qual entramos em contato durante a vida", afirma.

Por essa razão, tratar leitura e escrita como conteúdo central em todos os estágios é a maior garantia de sucesso que as escolas podem ter para inserir os estudantes na sociedade. É o que fazem muitas professoras de 1ª a 4ª série de Catas Altas (MG), capacitadas pelo Programa Escola que Vale. Mesmo recebendo crianças que não nunca tiveram contato com o chamado mundo letrado antes da 1ª série, os educadores conseguem alfabetizar ao final de um ano.

"Um fator determinante para a alfabetização é a crença do professor de que o aluno pode aprender, independentemente de sua condição social", diz Antônio Augusto Gomes Batista, diretor do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. Esse olhar do docente abre as portas do mundo da escrita para os que vêm de ambientes que não ofereceram essa bagagem.

No município de São José dos Campos (SP), professores de Educação Infantil tentam evitar essa defasagem, lendo diariamente para os pequenos. Assim, por meio de brincadeiras, criam situações das quais a língua escrita faz parte. Já em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, duas especialistas de Língua Portuguesa e Ciências tiveram de correr atrás do prejuízo com turmas de 5ª série que ainda apresentavam problemas de escrita. Para isso, aliaram muita leitura a um trabalho sobre prevenção à aids, que fazia sentido para eles e tinha uma função social.

Com base nessas experiências, relatadas a seguir, e na opinião de especialistas, respondemos a nove questões sobre alfabetização, mostrando ser possível formar leitores e escritores competentes em qualquer estágio do desenvolvimento.